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A IMUNIDADE - IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO

11/14/2025

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A imunização é o processo, pelo qual, a pessoa é capaz de resistir a um agente causador de doença, ficando protegida contra a mesma. Esta pode ser ativa, resultando da exposição do organismo a um certo antigénio, a qual estimula a produção de anticorpos, no decorrer de uma infeção ou induzida pela vacinação. Em ambas as situações, se o indivíduo, no futuro, voltar a contactar com essa doença, o seu sistema imunitário irá reconhecê-la e produzir imediatamente anticorpos para combatê-la. Por outro lado, a imunidade passiva resulta da transferência de anticorpos de uma outra pessoa. São exemplos a transferência de anticorpos maternos para o recém-nascido através da amamentação, ou a administração de determinados medicamentos, denominados imunoglobulinas. Apesar da imunização passiva conferir uma proteção imediata, esta possui uma curta duração.
No que diz respeito às vacinas, estas são medicamentos preparados a partir de agentes infeciosos (vírus ou batérias), ou da informação genética neles contida, com o objetivo de estimular o nosso organismo a produzir uma resposta imunológica, através da produção de anticorpos, contra uma ou várias doenças infeciosas. Porém, as mesmas contêm apenas formas não infeciosas do agente patogénico e, como tal, não causam a doença nem colocam o utente em risco de desenvolver complicações desta.
A vacinação constitui, deste modo, uma das formas mais simples, eficazes e seguras de prevenir diversas doenças transmissíveis. Cada vacina passa por testes rigorosos de segurança e eficácia, antes de ser aprovada para uso público, garantindo que são confiáveis e seguras para administração. Após a mesma, o sistema imunitário é estimulado a reconhecer o agente infecioso, como os vírus e as batérias; a produzir anticorpos (proteínas produzidas naturalmente pelo sistema imunitário para combater uma infeção) e, finalmente, a adquirir "memória” acerca da doença e de como combatê-la, ou seja, caso ocorra exposição ao agente infecioso incluído na vacina, o organismo será capaz de destruí-lo, antes que este cause a doença. A vacina é, portanto, uma forma segura de produzir uma resposta imunitária no organismo, sem desenvolver a doença. Em alguns casos, esta proteção é para toda a vida, enquanto que noutros podem ser necessárias doses adicionais da vacina (doses de reforço), para manter a imunidade.
A processo de vacinação é, então, considerado uma das intervenções de saúde pública mais eficazes, em termos de custos, uma vez que previne os custos associados ao tratamento e à prestação de cuidados a pessoas doentes. Para além disso, salva milhões de vidas por ano, na Europa e em todo o mundo, ao prevenir doenças como a difteria, tétano, tosse convulsa, poliomielite, gripe ou sarampo. Ao vacinar-se, está a proteger-se a si e àqueles que o rodeiam (familiares, amigos, colegas de escola ou de trabalho), impedindo que, doenças evitáveis, se disseminem na sua comunidade. Tal protege contra surtos de doenças e, quando um número suficiente de pessoas se torna imune, pode
permitir a «imunidade da comunidade» ou a «imunidade de grupo». Esta protege, não só, as pessoas vacinadas como, também, as pessoas mais vulneráveis: crianças pequenas, grávidas, idosos, pessoas com o sistema imunitário debilitado, doentes oncológicos, pessoas que não podem ser vacinadas por razões médicas.
Em suma, as vacinas salvam vidas, protegem a saúde pública e contribuem para o bem-estar global da população. A vacinação constitui, assim, uma demonstração de cuidado, ciência e solidariedade.

MITOS SOBRE A VACINAÇÃO

- Mito: As vacinas contêm muitos componentes perigosos.
Como em todos os medicamentos, as substâncias incluídas na composição das vacinas não comprometem a segurança da sua administração. Os seus componentes estão presentes em doses muito diminutas, bastante inferiores àquelas a que se é exposto através da sua presença no meio ambiente.

- Mito: As vacinas causam autismo e síndrome de morte súbita infantil.
As vacinas são bastante seguras e a maior parte das reações adversas que ocorrem são temporárias e ligeiras. Não existe qualquer evidência que relacione as vacinas com o desenvolvimento de perturbações do espetro do autismo ou síndrome de morte súbita infantil.

- Mito: Uma criança pode ficar doente devido a uma vacina.
A maioria das vacinas são inativadas, isto é, não contêm o agente infecioso na sua forma "viva”, tornando improvável contrair a doença. Algumas vacinas contêm organismos vivos e a sua toma pode conduzir a uma forma ligeira da doença.

- Mito: As doenças que podem ser prevenidas pela vacinação, fazem parte da infância e é melhor a criança ter a doença do que adquirir imunidade, através das vacinas.
As doenças preveníveis pela vacinação apresentam complicações graves, que podem ser evitadas através da imunização. As vacinas estimulam o sistema imunitário a produzir uma resposta imune semelhante à infeção natural, sem causar a doença propriamente dita, nem colocar o indivíduo em risco de desenvolver potenciais complicações.

- Mito: O sistema imunitário de uma criança não consegue suportar tantas vacinas.
As crianças têm um sistema imunitário robusto, estando diariamente expostas a inúmeras batérias e vírus. A carga bateriana ou viral de uma vacina é pouco significativa, comparativamente a esta exposição regular.

- Mito: Quando a maioria das pessoas estão vacinadas e as taxas de infeção são baixas, deixa de ser necessário vacinar-se.

A vacinação é sempre necessária, já que existe sempre uma parte da população – crianças, grávidas, idosos e pessoas com o sistema imunitário enfraquecido – que não pode receber determinadas vacinas. É nestas situações que a imunidade de grupo tem um papel fundamental, pois a vacinação da maioria da população permite que a doença não se propague, protegendo assim a minoria que não pode ser vacinada. Assim, se aumentar o número de pessoas não vacinadas, existirá um risco crescente dos vírus e/ou bactérias se disseminarem. Além disso, mesmo que uma doença não seja uma ameaça em Portugal, pode ser comum noutros países. Isto torna-se particularmente preocupante pelo aumento das viagens internacionais.
Como tal, convido-o a vir vacinar-se, com toda a segurança e eficácia, na ALT CLINIC, protegendo-se a si e a todos os que o rodeiam!

Fotografia
Enfermeira Natacha Palma
OE: 70230
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Lembrete: Consulta de Psicologia Clínica na Alt Clinic

10/28/2025

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A 10 deste mês celebrou-se o Dia Internacional da Saúde Mental e no dia 20, o Dia Mundial de
Combate ao Bullying, mas nunca é demais falar da importância de cuidar de nós e dos outros, pois
procurar ajuda é uma ato de coragem e responsabilidade.

A Psicologia tem um campo de atuação muito alargado, e a área de Psicologia Clínica e da Saúde,
consolidou-se como um aprofundamento do conhecimento do comportamento humano e da forma
como este se relaciona e afeta a nossa saúde física e psicológica.
A construção da nossa Saúde Mental começa antes do nascimento, no imaginário dos nossos Pais...
Nos primeiros anos de vida, as experiências precoces e o contexto em que nos inserimos vão
condicionar as nossas competências cognitivas, linguísticas e socioemocionais.

Por vezes o início da nossa caminhada não se pinta de cores e aromas de algodão doce, ou as
memórias de tempos mais felizes não nos trazem ferramentas suficientes e adequadas para lidar
com um mundo cada vez mais repleto de artifícios e vazio de afetos.

Podemos encontrar conforto partilhando o que sentimos com alguém em quem confiamos, desligar
o cronómetro do quotidiano com passatempos, atividade física, uma viagem... Mas e quando isso já
não é suficiente ou não é mesmo possível? Ou simplesmente estamos ou nos sentimos sozinhos e
desconectados da nossa própria companhia?

Como saber se precisamos procurar um(a) Psicólogo(a)

Estes são alguns dos sinais a que deve estar atento:

➢ alteração nos padrões de sono e/ou alimentação
➢ desinteresse pelas atividades que outrora lhe davam prazer
➢ dificuldades de concentração e falta de motivação
➢ ansiedade intensa e persistente com ou sem causa aparente
➢ evitar de forma prolongada interações familiares e/ou sociais

Como escolher um Psicólogo:

Procure referências credíveis e verifique a identidade profissional do/a Psicólogo/a no Directório de
Psicólogos/as da OPP ( Ordem dos Psicólogos Portugueses).

Os Psicólogos podem ter diferentes abordagens, mas só realizam procedimentos e técnicas baseadas
na investigação e evidências científicas sólidas , seguindo um Código Deontológico cujos
princípios e normas devem assegurar a qualidade da intervenção prestada, e o respeito pela
dignidade de quem os procura.

Desconfie de soluções rápidas e milagrosas: o trabalho terapêutico exige tempo, rigor, e
comprometimento de ambas as partes.

Na consulta de Psicologia Clínica, vai encontrar um espaço seguro e tranquilo onde as dificuldades
do seu caminho pessoal , ou dos que o rodeiam, podem ser partilhadas e pensadas, para que as
respostas surjam e o medo dos obstáculos não lhe impeçam o prazer de apreciar a viagem...

Acredito que o medo, muito mais vezes nos paralisa do que nos protege, e talvez a mais importante
das metas seja a de nos cumprirmos e validarmos, sem máscaras e com verdade: aceite o desafio!


Fotografia
Rita Raimundo Matos Cruz
Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde

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    A equipa de especialistas da Alt Clinic

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    Novembro 2025
    Outubro 2025

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